“The Ooz” é um álbum que nos leva a refletir se Archy Marshall — que lançará um novo álbum no Carnaval — chegou ao seu ápice

Archy Marshall lança seu segundo álbum sob a alcunha de King Krule, the Ooz, cinco anos depois de ter lançado Feet Beneath the Moon (2013) aos 19 anos e no qual imprime o estilo que batiza de bluewave.

Criado no sul de Londres, Marshall explora nuances do dark alternativo, do jazz, do hip-hop e da música eletrônica. Ele aglutina todas essas influências para entregar um álbum cheio de reflexões sobre sua inquietude, própria de adolescentes com uma verve artística aflorada, que o diferencia dos demais.

Antes de lançar o álbum completo, ele liberou os dois primeiros singles: “Czech One” aponta o caminho do que podemos esperar: uma sonoridade apurada, letras que refletem sua busca por uma quietude que ele sabe que não mais alcançará, entre buscas e frustrações, sempre climático, desolador e anestesiante.

Seu segundo single, “Dum Surfer (Don’t Suffer)”, aparece como se tivéssemos inebriados. Ele tem uma mistura de um tipo lo-fi de surf rock e jazz, com um saxofone denso que traz lembranças do Morphine, nas tangentes de nossa memória, porém com intensidade urgente e vigor.

Desde a primeira faixa do álbum, “Biscuit Town”, ele lentamente vai nos guiando para dentro de seu universo, com sua voz grave e uma musicalidade apurada, em que os domínios de estilo estão todos ali, embaralhados e arrumados de um modo a diluir as fronteiras de cada influência, entregando-nos um produto totalmente original.

Com 19 faixas, The Ooz é um álbum que nos leva a refletir se Archy Marshall chegou ao seu ápice, tão maduro e consistente.

No fim de 2019, Archy lançou um curta-metragem, Hey World!, com quatro faixas inéditas – que serão incluídas em versões de estúdio no novo álbum.

Em janeiro deste ano, King Krule compartilhou a música “Don’t Let the Dragon”, sinalizando que em 21 de fevereiro (sexta-feira de Carnaval) nos entrega um novo álbum (I Am Alive!).

“Don’t Let the Dragon” é uma pequena mostra do que virá, conservando as mesmas sonoridades do universo do Archy Marshall dos dois álbuns anteriores e aprimorando seu mergulho nas águas profundas da sua bluewave.

Estou me guardando para quando o Carnaval chegar!

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Categorias:Cultura

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