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Quatro textos sobre Beyoncé e um sobre cancelamento

A cantora Beyoncé lançou no fim de julho o filme/álbum Black is King, que mobiliza visualidades do afrofuturismo e das tradições africanas. Reunimos aqui alguns textos sobre a obra.

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O artigo mostra as referências do filme ponto a ponto, demonstrando que a sua iconografia dialoga com a religiosidade, os valores e as artes de vários povos da África. Avança uma crítica: Black is King ainda faz uso do estereótipo do homem-herói e da mulher-apoiadora.

Com tradução de Allan Kardec Pereira, esse texto da escritora burundesa critica o ideal de realeza em Black is King, apontando que é preciso valorizar todas as vidas negras e não embelezar o passado das monarquias no continente (leia o texto no original em ingles).

A matéria reúne diversas críticas à resenha de Schwartz — “Filme de Beyoncé erra ao glamorizar negritude com estampa de oncinha“, pelo qual ela se desculpou. Traz posições de Stephanie Ribeiro, Romário Almeida e Mari Lemos, entre outros.

O filósofo mostra a fragilidade de base da resenha de Schwartz — falta de diálogo com os seus referenciais —, denuncia os bloqueios a que os negros contem a sua própria história e comenta limitações de Black is King: claro, não fala de toda África e tem uma perspectiva diaspórica.

Contrário às reações contra Schwartz, o professor e colunista da Cult critica o que entende como o autoritarismo da chamada “cultura do cancelamento”. Os ataques tentariam fazer uma reserva de mercado da fala sobre o racismo e não estimulariam a democracia.

O que pensa desses textos? Quais outros indicaria?

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