Controlar as informações falsas depende, e muito, de quem tem bom caráter e preocupação com o outro

Notícias falsas que se espalham sem identificação da origem e sem freio não são novidades. Todo mundo conhece alguém cujo estoque de veneno é privilegiado. Condenável ou não, a fofoca nasce da curiosidade inerente às pessoas. Ou da má-fé, quando se plantam informações mentirosas com o objetivo de prejudicar alguém.

Acordo nenhum evitará a transmissão das chamadas fake news. Instituições representativas da imprensa profissional, em conjunto com o Tribunal Superior eleitoral, prestarão um relevante serviço de educação para o bom uso da mídia. É necessário. Mas, por ora, será como usar esparadrapo na contenção de uma hemorragia.

Portanto, não espere que leis mudem nem que organismos nacionais e internacionais tomem medidas. Você que usa internet pode agir. Aliás, tem essa responsabilidade. Jamais compartilhe qualquer coisa sem antes confirmar sua veracidade. Se não conseguir verificar o que é fato ou não, é simples: não passe adiante.

Mesmo que você receba algo de alguém considerado de confiança, ponha o conteúdo em dúvida. Textos que começam, por exemplo, com “repasse sem dó”, “compartilhe antes que tirem do ar”, “a TV está tentando esconder de todo jeito” indicam a provável falsidade da suposta notícia. Comprovando uma mentira, chame a atenção, de forma gentil, de quem a transmitiu para você.

Controlar as informações falsas depende, e muito, de quem tem bom caráter e preocupação com o outro. Minutos de pesquisas em sites confiáveis e outros meios de informação sérios podem derrubar uma falsidade. Caso não esteja convencido, pense nisto: a pessoa caluniada poderia ser você. E, por lei, quem mente ou partilha inverdades pode estar sujeito a multa ou prisão.

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